Hospital de Clínicas destaca a importância do pré-natal em gravidez de risco

Hospital de Clínicas destaca a importância do pré-natal em gravidez de risco

Presente na nova lista de objetivos para o desenvolvimento sustentável criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como meta para os países até o ano de 2030, a saúde da mulher é novamente lembrada por todo o País, nesta sexta-feira (28), Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. A data buscar promover o debate sobre políticas públicas e a garantia de condições médicas de qualidade para mulheres durante a gravidez, principalmente, durante o pré-natal, como forma de prevenir ou diagnosticar precocemente doenças que possam prejudicar a saúde do bebê ou da gestante.

Médica coordenadora do Serviço de Obstetrícia da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC), unidade pública referência em cardiologia no Pará, Laises Braga explica que a partir de exames realizados durante as fases inicias da gestação é possível diagnosticar algum tipo de problema cardíaco na gestante ou no bebê, o que requer acompanhamento especializado complementar. “Se a paciente é cardiopata ou o feto tem suspeita de problemas cardíacos precisa do acompanhamento para controlar o problema e evitar o agravamento da doença. No HC, todo pré-natal é de alto risco o que não substitui o realizado na Unidade Básica de Saúde”, ressalta a obstetra.

A médica informou que, após o diagnóstico da cardiopatia, o acompanhamento médico especializado é essencial para acompanhar o crescimento do bebê e programar o tipo de tratamento que será adotado até o parto. “É necessário ser feito a Ultrassom Morfológica entre 20 e 24 semanas da gestação. É um exame detalhado do corpo do bebê, de todos os órgãos e sendo detectado alguma má formação no coração, é solicitado um ecocardiograma para detalhar melhor esse problema e ser iniciado o tratamento”.

Internado no HC desde o início do mês de maio, o menino Samuel Neves foi diagnosticado com uma alteração cardíaca na 24ª semana de gestação. Natural do município de Parauapebas, no Sudeste do Pará, ele chegou ao HC poucos dias antes do nascimento. Na época, Maria Antonia Neves, mãe de Samuel não entendeu muito bem o motivo da viagem, mas hoje agradece a chance de receber um acompanhamento especializado. “Todo o meu pré-natal foi feito na Unidade Básica da minha cidade, mas eu não sabia da dimensão do problema do meu filho, dos riscos. Quando cheguei aqui, fui bem recebida, acolhida. Me explicaram a condição dele e o que viria pela frente, que é a cirurgia para corrigir o problema. Tudo isso dá mais segurança” conta Maria Antonia.

Resultados

Entre janeiro de 2020 e abril deste ano, o Hospital de Clínicas realizou mais de 395 consultas em ginecologia e pré-natal de alto risco com 289 partos realizados no período e nenhum óbito materno registrado. Para a médica Layses Braga, a marca mostra a importância da orientação e do acompanhamento. “Mulheres que apresentam risco reprodutivo precisam ser orientadas e ter disponíveis métodos contraceptivos que garantam sua autonomia e segurança. No HC, esse trabalho é feito desde o início com a equipe multidisciplinar atuando na avaliação do estado socioeconômico e emocional dessa paciente através da assistente social e psicólogo”, complementa a médica.Por Marcelo Leite (HC)

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