Detran e PRF orientam ciclistas sobre riscos de acidentes de trânsito

Detran e PRF orientam ciclistas sobre riscos de acidentes de trânsito

Alertar os ciclistas sobre os riscos de acidentes na BR-163 foi o objetivo da Operação Maio Amarelo, realizada em conjunto pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento de Trânsito do Estado (Detran). Promovida desde a última sexta-feira (28), no KM 06 da rodovia, em Ananindeua, a operação encerrou ontem, com cerca de 200 abordagens educativas. A ação foi direcionada aos usuários de bicicletas que trafegam diariamente pela via e contou com a participação das equipes de educação da PRF (Getran) e do Detran.

Segundo a PFR, idealizadora da operação, as estatísticas dos órgãos de trânsito mostram que os ciclistas estão entre os grupos mais vulneráveis a acidentes de trânsito. “Queremos zerar as mortes no trânsito e, diante do grande número de acidentes, aproveitamos o Maio Amarelo para conscientizar essa parte da população”, informa Marcelino Campelo, chefe do Núcleo de Segurança Viária da PRF.

De acordo com o Detran, em 2020, 27 ciclistas ficaram feridos e dois morreram nos primeiros 18 quilômetros da BR 316. O trecho de Ananindeua, conforme a PRF e o Detran, concentra a maior parte dos sinistros de trânsito.  “Salvar vidas é a nossa missão e essa ação, em parceria com a PRF, teve uma grande receptividade porque são pessoas que de fato se sentem vulneráveis, em especial, os que trafegam nesse perímetro, que ainda não oferece ciclovia nem ciclofaixa. Então, essas ações são importantes para orientar e conscientizar sobre os riscos de acidentes”, enfatizou a gerente de integração educacional do Detran, Celina Koury.

As estatísticas da PRF mostram também que a maioria dos ciclistas é formada por trabalhadores, sobretudo do comércio e da construção civil, que usam o transporte de duas rodas para se deslocar de casa ao trabalho.  Durante a ação educativa, foram distribuídos coletes refletivos. O equipamento de segurança facilita a visualização do ciclista na via, especialmente à noite. A ideia da PRF é manter diálogo permanente com empresa e sindicatos para incentivar a educação para o trânsito no interior dessas organizações, incluindo a aquisição de coletes para os ciclistas trabalhadores. Enquanto isso, a orientação é que esses usuários mantenham o deslocamento na borda da via, bem como distância de 1,5 m dos veículos no momento de ultrapassagens.

O vigilante Elder dos Santos mora no bairro do Aurá e trabalha no Una. A BR-316 é o trajeto feito diariamente pelo ciclista para chegar à empresa, um trecho cheio de desafios e insegurança. “Já vi muito ciclista atravessando de forma perigosa, nunca sofri acidentes, mas a gente sempre tem medo. Não sabia da existência do colete e considero essa ação de hoje muito importante para nos orientar melhor a trafegar de forma mais segura”, comentou.

O Renato Magalhães mora na Guanabara e também se deslocava de bicicleta ao trabalho. Ele conta que já presenciou acidente na rodovia e que voltar à noite para casa é o momento de maior aflição para quem pedala. O ciclista não escondeu a satisfação de ganhar o colete e fez questão de seguir a viagem com o equipamento. “Os motoristas passam com tudo e não respeitam a nossa presença. O risco é todo dia, por isso vou usar o colete a partir de agora e redobrar os cuidados”, garantiu.

Por Leidemar Oliveira (DETRAN)

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